Vacina, reformas e regulação: o que as empresas esperam do novo comando do Congresso

Aprovar as reformas administrativa e tributária, aperfeiçoar marcos regulatórios como o ambiental e votar pautas urgentes que possam ajudar o governo a acelerar a vacinação contra a Covid-19 e reduzir o impacto da pandemia na economia.

Estes são os temas que as empresas querem ver no topo da lista de prioridades dos novos presidentes da Câmara e do Senado, que foram eleitos na última segunda-feira (dia 01/02), de acordo com dirigentes das principais entidades setoriais do país ouvidos pelo GLOBO.

Em comum, eles afirmam que, se as reformas tivessem sido feitas anteriormente, o dano provocado pela pandemia na economia teria sido menor.

O foco agora, defendem, deve ser avaliar novos incentivos e benefícios sociais sem comprometer o equilíbrio das contas públicas e trabalhar para reduzir o chamado Custo Brasil, para ajudar na retomada dos negócios. Um desafio e tanto para os novos chefes do Legislativo.

Veja a seguir as prioridades citadas:

Vacinação
A Confederação Nacional do Comércio (CNC) alerta que a retomada da economia depende diretamente da vacinação dos brasileiros contra a Covid-19. Fernando Pimentel, no comando da Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit), frisa que esse é o tema central da economia hoje:

— Nada é mais importante do que preservar vidas. E depois fazer as reformas administrativa, tributária e votar PECs como a Emergencial e a do pacto federativo, além dos marcos do gás e do setor elétrico. Precisamos ter competitividade. Em 40 anos, perdemos duas décadas. Não é boa rota.

Reforma administrativa
A maioria dos líderes de entidades setoriais defende que as reformas administrativa e tributária sejam tocadas em paralelo, em razão do grande atraso em implementar essas mudanças.

José Carlos Martins, presidente da Cbic, da indústria de construção, entende que a reforma administrativa, que altera regras da carreira e da remuneração do funcionalismo público, deve ser a primeira reforma aprovada com o Congresso sob nova direção:

— É para sabermos o tamanho da conta a pagar. Em paralelo, é preciso tocar também a Proposta de Emenda Constitucional para alterar o pacto federativo. Na sequência, o alvo é a reforma tributária — pede Martins.

Para Venilton Tadini, presidente-executivo da Associação Brasileira da Indústria de Base (Abdib), redimensionar a máquina pública é essencial para o governo recuperar sua capacidade de investimento:

— No nível de investimento atual, todo esforço de estruturação de projetos vai se perder, engolido pelo custo da máquina pública. Dado o grau de carência de infraestrutura no país, é preciso ter recursos públicos e privados. Na malha rodoviária, por exemplo, a maior parte das rodovias é pública. Só que a malha é uma só.

Reforma tributária
Para Luiz Carlos Moraes, presidente da Anfavea, que reúne as montadoras de veículos, o caos tributário do país é o principal entrave ao crescimento e deveria ser atacado logo:

— Se (a reforma tributária) tivesse sido feita anteriormente, os impactos econômicos durante a pandemia não teriam sido tão graves. Ela precisa atacar a complexidade do manicômio tributário, que destrói empresas, empregos e renda. Uma redução da carga de impostos também é desejável, pois ela prejudica a competitividade do produto brasileiro no mercado interno e sobretudo nas exportações.

O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade, concorda:

— A tributação sobre a circulação de bens e serviços no Brasil é um dos principais limitadores da competitividade das empresas, da inserção internacional, dos investimentos e do crescimento da economia.

Marco Polo de Mello Lopes, presidente executivo do Instituto Aço Brasil, avalia que o sistema tributário brasileiro é o que mais tira competitividade das empresas:

— O Custo Brasil chega a R$ 1,5 trilhão por ano a mais que o registrado na média dos países da OCDE. O item que mais pesa nessa conta é o custo tributário. É uma prioridade que foi empurrada com a barriga — pondera.

Redução de desigualdades
Para o presidente da Federação das Indústrias do Rio (Firjan), Eduardo Eugênio Gouvêa Vieira, o Congresso não pode descuidar da pauta social e de políticas de aumento da renda. A entidade entregou uma carta aberta aos candidatos à presidência de Câmara e Senado, listando efeitos da ausência de políticas para estimular a produtividade do setor industrial no país em 25 anos.

— O problema da lentidão, de não fazer o que tem de ser feito por décadas, é que isso machuca as pessoas, aprofunda a miséria e mata. Entre 1997 e 2018, 22 países ultrapassaram o Brasil no ranking mundial de PIB per capita. Os parlamentares têm de entender que isso mata. Desigualdade social mata. Covid-19 mata. E desvio de dinheiro mata — diz Vieira.

Neste contexto, a campanha dos candidatos às presidências da Câmara e do Senado foi permeada por pressões para a retomada do auxílio emergencial. Essa discussão precisa ser enfrentada com responsabilidade pelos parlamentares, avaliam os dirigentes empresariais.

Fernando Pimentel, da Abit, sublinha que o país adotou medidas emergenciais que tiveram resultado na pandemia. Como esse cenário persiste, é preciso discutir novos auxílios, defende.

Para a CNC, é esse o caminho para preservar renda, emprego e empresas no país, reduzindo o impacto na retomada do setor de comércio e serviços.

Custo Brasil
As reformas serão os pilares principais para reduzir custos para empresas, mas outras decisões do Congresso são vistas pelos empresários para melhorar o ambiente de negócios, principalmente se o Brasil ingressar na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

— Se o Brasil quer fazer a abertura comercial, entende que é hora de ingressar na OCDE, precisa melhorar o ambiente de negócios para as empresas do país terem condições de competir em pé de igualdade com outros países — avalia Jorge Nascimento, presidente da Eletros, do setor de eletroeletrônicos.

Ele acrescenta que é necessário discutir uma política comercial com mecanismos antidumping e estimular a produção de mais insumos no país, para evitar a dependência de fornecedores estrangeiros únicos e frear impactos de alta de preços ou choque de demanda.

A CNC sugere ainda um novo Refis para as empresas, além da ampliação da oferta de crédito com condições facilitadas.

Marcos legais
Cada setor tem demandas específicas na área de regulação. Estão em pauta marcos legais como o do licenciamento ambiental e o das concessões e participações público-privadas (PPPs). Na área de finanças, há expectativa pela aprovação da Lei das Debêntures Incentivadas para o setor de infraestrutura. Investidores em negócios de tecnologia demandam a aprovação no Senado da regulação para start-ups, que já passou na Câmara.

Na área de energia, a aprovação da nova Lei do Gás é vista como fundamental para acelerar investimentos em transportes e em toda a cadeia do gás natural, diz Rogério Manso, da ATGás:

— O mais importante é manter a mudança do regime de outorga de novos gasodutos de concessão para autorização, o que vai tornar mais ágil o processo de investimento para expansão da rede de transporte.

Além do gás, Antonio Guimarães, diretor-executivo de Exploração e Produção do Instituto Brasileiro do Petróleo (IBP), destaca as discussões em torno do fim do regime de partilha na exploração de petróleo:

— Não é algo ideológico, mas técnico. O país precisa ser mais simples e entrar na disputa dos investimentos globais e gerar emprego — pondera ele.

O setor de petróleo quer ainda que o Congresso se debruce sobre a modernização da cabotagem de forma a atrair investimentos, considerando que a previsão é que, ao longo desta década, metade da produção de petróleo seja exportada.

Já em telecomunicações, os desafios vão além do esperado leilão do 5G, que ainda não tem data para ocorrer.

— Há vários projetos no Congresso que, se aprovados, podem aumentar os investimentos. Em 2020, por exemplo, houve muito furto de cabos e há iniciativas para aumentar a pena (para esse crime). Há ainda a necessidade de fazer uma discussão melhor sobre a continuidade de alguns fundos do setor e o seu uso — diz Marcos Ferrari, presidente-executivo da Conexis Brasil Digital, sindicato das empresas de telecomunicações.

Fonte: Varejo S.A.

Deixe um comentário

× Fale com a gente no WhatsApp!
CDL Colatina
Visão geral de privacidade

Seja bem-vindo(a)

Diante da atual Política de Privacidade explicamos de maneira clara e acessível como as suas informações e dados serão coletados, usados (tratados), compartilhados e armazenados por meio dos nossos sistemas.

Quando você acessar o Website CDL Colatina, indicará que você está ciente e em total acordo com a forma como utilizaremos as suas informações e seus dados, estando de acordo com a coleta de dados para serem utilizados pela nossa empresa.

Há também a possibilidade de enviar e-mails de Marketing, o que permite com que você receba notícias sobre nossos produtos e outras atualizações, podendo haver a retirada do consentimento a qualquer tempo caso você mude de ideia.

Esta Política de privacidade está dividida da seguinte forma para facilitar a sua compreensão:

  1. Quais informações o site coleta
  2. Como o site usa as informações coletadas
  3. Como, quando e com quem a CDL Colatina compartilha suas informações
  4. Quais direitos você tem sobre as informações que coletamos
  5. Como a CDL Colatina protege suas informações
  6. Atualizações dessa política de privacidade
  7. Lei aplicável

Caso tenha dúvidas ou precise tratar de qualquer assunto relacionado a esta Política, entre em contato conosco através do e-mail comunicacao@cdlcolatina.com.br

  1. INFORMAÇÕES QUE COLETAMOS

As seguintes informações serão objeto de coletas.

1.1. Informações que nos fornece.

  • Dados de cadastro, quando você se cadastra, você nos fornece informações como e-mail.

1.2. Informações geradas quando você usa nosso Website

  • Registros de acesso. 

É coletado automaticamente registros de acesso a aplicação, que incluem o endereço IP, com data e hora, utilizado para acessar o Website. Esses dados são de coleta obrigatória, de acordo com a Lei 12.965/2014, mas somente serão fornecidos para terceiros com a sua autorização expressa ou por meio de demanda judicial.

  • Dados de uso.

Coletamos informações sobre suas interações no Website, como sua navegação, as páginas ou outro conteúdo que você acessa, suas buscas, participações em pesquisas ou fóruns e outras ações.

  • Comunicações com o Website. 

Ao se comunicar com o Website, coletamos informações sobre sua comunicação, incluindo metadados como data, IP e hora das comunicações e todo o seu conteúdo, assim como qualquer informação que você escolha fornecer.

  • Tecnologias semelhantes Cookies

Utilizamos cookies, que são arquivos de texto gerados e armazenados no seu navegador ou aparelho por sites, aplicativos e anúncios online. Os cookies poderão ser utilizados para melhorar e personalizar a experiência do usuário no Website.

  1. SUAS INFORMAÇÕES SERÃO USADAS DA SEGUINTE FORMA:

Salutar lembrarmos que prezamos muito pela sua privacidade. Por isso, todos os dados e informações sobre você são tratadas como confidenciais e somente serão usadas para os fins aqui descritos, e necessários, principalmente para que você possa utilizar o Website CDL Colatina de forma plena, visando sempre melhorar a sua experiência como usuário.

2.1. Usos autorizados,

Seus dados poderão ser utilizados para:

  • Permitir que você acesse e utilize todas as funcionalidades do Website
  • Para enviar a você mensagens a respeito de suporte ou serviço, como alertas, notificações e atualizações;
  • Nos comunicar com você sobre produtos, serviços, promoções, notícias, atualizações, eventos e outros assuntos que você possa ter interesse;
  • Analisarmos o tráfego dos usuários em nossas aplicações;
  • Publicidade direcionada conforme seus gostos, interesses e outras informações coletadas;
  • Melhorias do Website para este adequar cada vez mais aos seus gostos e interesses;
  • Inovar serviços, produtos e funcionalidades;
  • Prevenir fraudes, spam e outros incidentes de segurança;
  • Acompanhar para melhor entendimento do comportamento do usuário e construir perfis comportamentais;
  • Fins que você autorizar no momento da coleta de dados;
  • Cumprir obrigações legais.

Uso eventual dos seus dados para finalidades que não cumpram com essa prerrogativa será feito mediante sua autorização prévia.

2.2. Exclusão dos dados

Dados coletados serão excluídos de nossos servidores quando você assim requisitar, e não for obrigação legal, e que seja somente por consentimento, procedimento gratuito e facilitado, ou quando estes não forem mais necessários ou relevantes para lhe oferecermos os nossos serviços.

Nos casos em que você solicite a exclusão dos seus dados, ela será feita prontamente, e dentro do prazo legal.

2.3. Monitoramento

É reservado o direito de monitorar toda a plataforma.

  1. COMPARTILHAMENTO DAS INFORMAÇÕES

Todas as informações, dados e conteúdos sobre você são considerados ativos no caso de negociações em que a CDL Colatina fizer parte. Portanto, nos reservamos no direito de, por exemplo, incluir seus dados dentre os ativos da empresa caso esta venha a ser objeto de alienação, adquirida ou fundida com outra. Política esta que você concorda e está ciente desta possibilidade.

É reservado a CDL Colatina direito de fornecer seus dados e informações sobre você, incluindo interações suas, caso seja requisitado judicialmente para tanto, ato necessário para que a empresa esteja em conformidade com as leis nacionais.

  1. DIREITOS DOS TITULARES

Você terá o direito de informar que  não deseja a divulgação de seus dados por nós, mas tenha em mente que alguns desses dados podem ser necessários para utilizar as funcionalidades de nosso Website. Independente disso, você sempre possuirá direitos relativos à privacidade e à proteção dos seus dados pessoais.

Dessa forma, abaixo resumimos todos os direitos que você tem sob as leis setoriais brasileiras relativas a proteção de dados e a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), quais sejam:

4.1. Direito de acesso. Permite que você possa requisitar e receber uma cópia dos dados pessoais que possuímos sobre você.

4.2. Direito de retificação. Permite que você, a qualquer momento, possa solicitar a correção e/ou retificação dos seus dados pessoais, caso identifique que alguns deles estão incorretos. Contudo, para ser efetivada essa correção, teremos que checar a validade dos dados que você nos fornece.

4.3. Direito de exclusão. Permite que você possa nos solicitar a exclusão dos dados pessoais que possuímos sobre você. Todos os dados coletados serão excluídos de nossos servidores quando você assim requisitar ou quando estes não forem mais necessários ou relevantes para lhe oferecermos nossos serviços, salvo se houver qualquer outra razão para a sua manutenção, como eventual obrigação legal de retenção de dados ou necessidade de preservação destes para resguardo de direitos da Website. Para alterar suas informações pessoais ou excluí-las do nosso banco de dados, basta enviar um e-mail para (comunicacao@cdlcolatina.com.br).

4.4. Direito de oposição ao processamento. Permite que você possa contestar onde e em que contexto estamos tratando seus dados pessoais para diferentes finalidades. Em determinadas situações, podemos demonstrar que temos motivos legítimos para tratar seus dados, os quais se sobrepõem aos seus direitos, caso, por exemplo, sejam essenciais para o fornecimento de nossas aplicações.

4.5. Direito de solicitar anonimização, bloqueio ou eliminação. Permite que você nos peça para suspender o processamento de seus dados pessoais nos seguintes cenários: (a) se você quiser que nós estabeleçamos a precisão dos dados; (b) quando você precisar que sejam mantidos os dados mesmo se não precisarmos mais deles, conforme necessário, para estabelecer, exercer ou defender reivindicações legais; ou (c) se você se opôs ao uso de seus dados, mas nesta hipótese precisamos verificar se temos motivos legítimos para usá-los.

4.. Direito de retirar o seu consentimento. Retirar o seu consentimento em relação aos termos desta Política de Privacidade. No entanto, isso não afetará a legalidade de qualquer processamento realizado anteriormente.. A retirada do consentimento pode ser efetuada a qualquer momento entrando em contato conosco em Email Do Cliente, tudo em conformidade especialmente com o artigo 7º da lei 13.709.

4.8. Direito à revisão de decisões automatizadas. Direito de solicitar a revisão de decisões tomadas unicamente com base em tratamento automatizado de seus dados pessoais que afetem seus interesses, incluídas as decisões destinadas a definição de perfis pessoais, profissionais, de consumo e de crédito e/ou os aspectos de sua personalidade.

As suas informações específicas são para nos ajudar a confirmar sua identidade e garantir seu direito de acessar seus dados pessoais (ou de exercer seus outros direitos). Esta é uma medida de segurança para garantir que os dados pessoais não sejam divulgados a qualquer pessoa que não tenha direito de recebê-los. Podemos também contatá-lo para obter mais informações em relação à sua solicitação, a fim de acelerar nossa resposta. Tentamos responder a todas as solicitações legítimas dentro de 5 dias úteis. Ocasionalmente, pode levar mais de 5 dias se sua solicitação for particularmente complexa ou se você tiver feito várias solicitações. Neste caso, iremos comunicá-lo e mantê-lo atualizado sobre o andamento da sua solicitação.

Necessário informar que as informações pessoais podem ser divulgadas caso sejamos obrigadas por lei a fazê-lo.

Caso você tenha alguma dúvida sobre essas questões e sobre como você pode exercer esses direitos, fique à vontade para entrar em contato conosco no e-mail comunicacao@cdlcolatina.com.br.

 

  1. ATUALIZAÇÕES DA POLÍTICA DE PRIVACIDADE

É reservado o direito de alterar essa Política quantas vezes forem necessárias e a qualquer momento, visando fornecer a você mais segurança, conveniência, e melhorar cada vez mais a sua experiência. É por isso que é muito importante acessar nossa Política periodicamente. Para facilitar, indicamos no início do documento a data da última atualização. Caso sejam feitas alterações relevantes que ensejem novas autorizações suas, publicaremos uma nova Política de Privacidade, sujeita novamente ao seu consentimento.

  1. LEI APLICÁVEL

Fica eleito o Foro da Comarca de COLATINA, como o competente para dirimir quaisquer questões porventura oriundas do presente documento, com expressa renúncia a qualquer outro, por mais privilegiado que seja. Este documento é regido e deve ser interpretado de acordo com as leis da República Federativa do Brasil

 

 

Obrigado por utilizar o Website Câmara de Dirigentes Lojistas de Colatina